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A Visão dos Cegos

Quem por um momento ou um tempo não esteve cego? Ou cegamente não tropeçou em obstáculos pelos caminhos da vida? Podemos usar uma linguagem no sentido figurado de cegueira, talvez, poética, filosófica, psicológica? Mas prefiro, neste caso, usar a linguagem espiritual.

Sim, espiritual… Um cego há mais de dois mil anos fora curado por um homem chamado Jesus, mas muitos duvidaram, hoje, será que é diferente? Esse mesmo homem está em todo o lugar, em cada pedaço desse chão terrestre e continua, em Espírito e em Verdade,  curando cegos e muitos continuam indiferentes, duvidando, não é mesmo?

Em uma pregação esse homem disse ao povo: Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os cegos vejam e os que veem se tornem cegos (João 9:39).Esta Palavra nos revela verdadeiramente o sentido de “cegos”.

A história relata que naquela época quando Jesus fez o milagre curando um cego de nascença, muitos acharam que não se tratava do cego que conheciam. “Muitos que viam e não creram ficaram cegos e quem não enxergava e creu começou a ver…” E a dureza de coração de muitos passou a correr às fronteiras da incredulidade. Afinal, como um homem cego de nascença poderia, de repente, passar a enxergar?

Pausando! Mas quem eram estes homens da incredulidade? Os fariseus!  Sim, os notáveis especialistas na Lei de Deus da época, mas “cegos” à luz da verdade, acharam melhor acusar Jesus de transgredir a lei do sábado do que reconhecer que Ele era mesmo o Filho de Deus. Ou seja, o próprio Deus encarnado. Quem é o homem para questionar ou julgar uma ação de Deus filho?

Mesmo assim aqueles homens chegaram a promover um interrogatório com o cego e até chamaram seus pais para confirmar se de fato o suposto curado era mesmo cego. Tudo indicava que Jesus tinha feito o milagre – mas como, se para os fariseus ele era tão pecador quanto qualquer outra pessoa?

Os fariseus achavam que conheciam tudo sobre Deus, mas Jesus lhes mostrou que eles agiam como cegos, ou seja, viam as obras de Deus, mas não acreditavam nelas. Preferiam provar que Jesus era um farsante do que crer Nele como o Messias prometido por Deus em sua Palavra, que eles tanto estudavam.

Jesus foi enviado por Deus para “pregar as boas novas aos pobres… proclamar liberdade aos presos e recuperar visão dos cegos, para libertar os oprimidos…” (Lucas 4:18-19), ou seja, veio para que aqueles que quisessem ver, cressem Nele e recebessem a vida eterna com Deus.

Em verdade, Jesus sabia que sua vinda também deixaria muitas pessoas confusas, ou melhor, “cegas” em suas convicções. Reflitamos, pois, é fácil condenar os fariseus por sua cegueira espiritual, mas não agimos assim “como fariseus” muitas vezes?

Quando apelamos à ciência para explicar a cura de doenças, o surgimento do universo, as mudanças climáticas, as coincidências cotidianas… Deixamos de agradecer e glorificar a Deus, reconhecendo seu senhorio sobre tudo e todos, para atribuir o que nos acontece ao acaso, à bondade dos outros ou às nossas próprias capacidades. Não estamos também agindo como cegos? Abra seus olhos para reconhecer a ação de Deus no mundo e em sua vida!

A pior das cegueiras é não querer conhecer e aceitar Jesus, o Deus “criador de todas as coisas” que se fez carne e pagou o preço da desobediência e incredulidade dos homens (Salmos 19).

E você também age como um fariseu?

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By Aucenir Gouveia – Adaptação do texto original “Não Vejo!” – Pão Diário – VWR

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Autor

Poeta, Filósofo, Político. Pós graduado em Administração Pública e Gestão Pública. Ex-Funcionário do BB, Ex-Vereador e atualmente Servidor Público. Gerente da Agência do Trabalhador [SINE] da SEJU/MTE do Governo do Estado do Paraná, na Cidade de Mandaguaçu.

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