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Aprendendo com as tempestades

Tempestade é o que não falta na vida daquele que busca ser fiel ao Senhor, daquele que anda bem próximo ao lado de Jesus. Não faltou tempestade na vida de Paulo, nem de Pedro, nem de qualquer profeta vivido até João Batista.

Todos enfrentaram grandes temporais em suas vidas, simplesmente porque fizeram o que era certo. Estiveram ao lado de Deus, ainda que essa postura os obrigasse, não poucas vezes, a ficar do lado contrário aos homens. Acompanhe no texto (Marcos 4:35-41) algumas lições importantes sobre as tempestades em nossa vida.

Imagem ilustrativa

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Sabemos que algumas tempestades são inevitáveis na vida. Elas não escolhem dias, nem hora, para nos apanharem. Elas simplesmente nos apanham quando menos esperamos. Há tempestade que se pode evitar. Dá pra vê-la de longe e se abrigar adequadamente. Outras, porém, aparecem quando menos esperamos.

Se havia um dia “errado” para uma tempestade, esse dia era aquele. O texto diz que “naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem”

(Marcos 4:35). Aquele dia havia sido um dia de conferência missionária (como diríamos hoje), e muito bem sucedida. Havia “numerosa multidão” (Marcos 4:1).

Aquela tempestade nos ensina que estar ao lado de Jesus não nos isenta de enfrentá-las. Paulo estava ao lado de Jesus e teve de enfrentar grandes temporais em sua vida. “Alexandre – o latoeiro, causou-me muitos males” ele diz numa de suas cartas. E acrescenta. “Todos me abandonaram”. José, o filho de Jacó, apesar de crer em Deus e ter uma intimidade tal com Ele, tanto que sonhava sonhos dados por Deus, foi vendido como escravo pelos seus irmãos, esquecido no Egito por mais de 20 anos, além de ser preso sob ordens de Potifar, passando a ser visto como um homem sem qualquer reputação. Quer maior tempestade do que essa?

Jesus num de seus sermões disse que: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa.

(Mateus 10:34-36). Basta decidir por ficar ao lado de Jesus e as divisões começam, os abusos, o achincalhe… surgem inimigos de onde não se espera, até mesmo dentro da própria casa. São tempestades inesperadas.

O que essa tempestade na vida de Jesus e seus discípulos nos ensina?

Primeira lição: tempestade não tira o sono de quem tem intimidade e conhece seu Pai

“E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro” (Marcos 4: 38)

Jesus conhecia o seu Pai e sabia que nada foge ao seu controle, mesmo quando tudo na vida parece um caos. Se há um lugar pra sacudir um barco é na popa ou na proa. Jesus estava na popa (na parte de trás do barco) e dormia profundamente, porque confiava no seu Pai.

Quando confiamos Naquele que já nos prometeu que haveria de cuidar de nós, em todo tempo, então descansamos e dormimos, ainda que o mundo caia ao nosso redor. A Palavra de Deus insiste em que descansemos e não percamos o sono. Está escrito: “Não andeis ansiosos de coisa alguma”. E acrescenta “Deus sabe de suas necessidades” (Mateus 6:32).

Pedro dormia na prisão, quando o anjo o acorda e o liberta. Herodes o apresentaria ao povo no dia seguinte e ele provavelmente teria o mesmo fim de Tiago, a decapitação. Pedro, porém, dormia, porque conhecia aquele que havia dito que cuidaria dele, e que no final de sua vida outros o conduziriam aqui e ali, dado à sua velhice. (João 21: 18-19).

Quem tem intimidade com o Pai, passa por cima das tempestades, com sono profundo, porque ele sabe que Deus também cuida das tempestades.

Segunda lição: a fé em Cristo é mais poderosa que a tempestade, e a faz deixar de existir

“Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?” (Marcos 4: 40)

Jesus nos ensina que a nossa fé tem poder para mudar as circunstâncias ao redor, por mais caótico que pareça o cenário. Jesus é acordado pelos seus discípulos, que pensavam estar no limite entre a vida e a morte, e a palavra de Jesus não é: “Qual a velocidade do vento?”, “A que distância estamos da praia?”, ou “Tem remo pra todos que queiram remar e nos tirar dessa tempestade?”

A palavra do Senhor, simplesmente é: “Como é que vocês não têm fé? Por que vocês são tão tímidos quanto à fé?” Em outras palavras: “Vocês me acordaram por isso? Será que não daria pra exercer a fé com ousadia pelo menos uma vez, depois de tudo que já viram e ouviram ao meu lado?”

Observe o quanto à expressão: “A tua fé te salvou”, foi dita por Jesus a pessoas que tiveram suas vidas completamente alteradas pela fé, quando tudo parecia perdido.

À mulher com uma hemorragia por 12 anos, Jesus disse: “Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã” (Mateus 9:22). Ao cego de Jericó, Jesus também disse: “Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora” (Marcos 10:52). À pecadora que ungiu os pés de Jesus, o Senhor afirmou: “A tua fé te salvou; vai-te em paz” (Lucas 7:50). Também ao leproso, agora curado, que voltou para agradecer, Jesus anuncia: “Levanta-te e vai; a tua fé te salvou” (Lucas 17:19).

Observe que cada um desses enfrentou uma grande tempestade na vida, e tiveram sua fé exercitada. Por isso foram salvos. Todos foram salvos porque a fé em Jesus tem poder sobre as tempestades. Não há tempestade que resista ao poder da fé em Cristo.

Nós podemos mudar as circunstâncias ao redor, amparados no poder da cruz; amparado Naquele que é todo poderoso “para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Efésios 3:20).

Terceira lição: tempestade acalmada (na vida de um cristão) sempre beneficia quem caminha junto dele

“… e outros barcos o seguiam” (Marcos 4: 36)

Observe o detalhe no versículo 36. Diz que “outros barcos o seguiam”. Certamente

esses “outros barcos” também se envolveram no mesmo drama, e uma vez acalmada a tempestade, também se beneficiaram.

Todos nós somos afetados pela vida uns dos outros. A sua bênção me abençoa, e o seu infortúnio também me atinge. Por isso devemos chorar com os que choram e nos alegrar com os que se alegram. A igreja é o lugar em que o Senhor faz cessar o vento sobre nossas vidas, nossos barcos deixam de pular sobre as ondas, ao comando de Jesus. A crise estava acontecendo lá no barco da frente. Ali há toda uma discussão sobre fé. Ao final, Jesus acalma o mar, e todos os barcos são suavizados pela palavra de Jesus.

Permita que Jesus acalme a sua vida, conserte o seu coração e quem estiver ao redor também vai ser beneficiado.

Quarta lição: por mais perdida que pareça a situação, toda a tempestade muda quando invocamos a Jesus

“…as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água” (Marcos 4:37)

 

Tudo mudou quando os discípulos chamaram Jesus e pediram ajuda. Mesmo “sem fé”, ou “tímidos na fé” (como Jesus os chama) , quando os apóstolos o chamam, todo o quadro mudou. Perceba que o barquinho “já estava a encher-se de água”. Tudo muda, quando clamamos a Jesus que mude as circunstâncias ao nosso redor.

Quer alterar o quadro em sua vida? Clame por Jesus. Mesmo sendo tímido na fé, clame por Jesus, e tudo mudará em sua vida. Vento forte ficará calmo, águas turbulentas vão se aquietar, sons tenebrosos de tempestades darão lugar ao “cicio calmo e tranquilo” da presença do Senhor.

Conclusão

Que o Senhor nos dê a compreensão de que somos maiores que as tempestades, pois a fé em Jesus altera o que parece estar estabelecido à nossa volta. Não há tempestade que resista à voz do Senhor. Portanto, creiamos e clamemos a Ele que faça cessar toda e qualquer tempestade que queira se levantar sobre nós. Amém?

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Autor

Poeta, Filósofo, Político. Pós graduado em Administração Pública e Gestão Pública. Ex-Funcionário do BB, Ex-Vereador e atualmente Servidor Público. Gerente da Agência do Trabalhador [SINE] da SEJU/MTE do Governo do Estado do Paraná, na Cidade de Mandaguaçu.

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