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Carta revela a descrição física de Jesus Cristo

Gravura produzida pelo próprio Publius Lentulus

Esta carta contradiz (Isaías 53: 1-3). Então é melhor ter cautela quanto a veracidade desta carta. Esta carta, encontrada nos arquivos do Duque Cesari, de Roma – é um documento que faz parte da biblioteca da Ordem dos Lazaristas de Roma. Trata-se de uma inscrição feita em folha de cobre, encontrada no interior de um vaso de mármore.

A carta foi escrita por Publius Lentulus, senador romano,  governador da Judéia, o predecessor de Pôncio Pilatos, endereçada ao Imperador Romano Tibério César. Nela Lentulus descreve Jesus, a pedido do imperador que desejava saber de quem se tratava essa pessoa.

Eis a carta que é um retrato fiel de Jesus.

“Sabendo que desejais conhecer quanto vou narrar; existindo nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do céu e da Terra e de todas as coisas que nelas se acham e que nela tenham estado; em verdade ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas deste Jesus; ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: É um homem de justa estatura e muito belo no aspecto. Há tanta majestade no seu rosto, que aqueles que o veem são forçados a Amá-lo ou a temê-lo. Tem os cabelos da cor de amêndoa bem madura, são distribuídos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes. Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso pelos Nazarenos; o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face de uma cor moderada: o nariz e a boca são irrepreensíveis. A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio, seu olhar é muito especioso e grave; tem os olhos graciosos e claros; o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo no seu semblante, porque quando resplandece, apavora e quando ameniza faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade. Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e as mãos muito belos; na palestra contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele alguém se aproxima verifica que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo jamais visto, por estas partes, uma donzela tão bela…

De letras faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; Ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, o temem e admiram. Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como divino e muitos me querelam, afirmando que ele é contra a lei de sua Majestade.

Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à tua obediência estou prontíssimo – aquilo que tua majestade ordenar será cumprido.
Vale, da Majestade tua;  Fidelíssimo e o obrigadíssimo.

Públio Lentulus
“L’indizione sétima, luna seconda”

Com informações do You Tube e outros sites

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Autor

Poeta, Filósofo, Político. Pós graduado em Administração Pública e Gestão Pública. Ex-Funcionário do BB, Ex-Vereador e atualmente Servidor Público. Gerente da Agência do Trabalhador [SINE] da SEJU/MTE do Governo do Estado do Paraná, na Cidade de Mandaguaçu.

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