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Cisternas rebocadas mantêm o coração cheio

Se você não é uma referência para si mesmo, então não saberá aonde quer chegar! Quando chegamos a viver essa situação é por que precisamos de ajuda espiritual. Isso pode significar que você está fraco, que não há quase mais força interior, que a mente flutua por todas as águas, que o pensamento parece se desfocar do concreto, que o coração está se esvaziando; a sensação é de estar perdido, sem direção.

Que rumo deve tomar? Qual a melhor direção?  Alguns especialistas diagnosticam esses sintomas como uma crise existencial, estresse ou a uma depressão.

Mas não há motivo para se sentir o menor dos pequenos na terra, pois isso não significa o fim, embora o pareça. Se há fôlego há vida e se existe pulso a esperança é a amiga do momento e Deus é o seu socorro, a água da vida que você precisa.

Cisterna

Cisterna

E por falar de água, imagine uma cisterna. Sim, um reservatório que é usado para guardar a água da chuva. As cisternas são muito usadas em regiões de seca como o nordeste brasileiro. Geralmente o homem usa as cisternas quando a água dos poços cavados acaba e o tempo das chuvas passa. Mas há também um fato interessante nesse sistema de armazenagem de água, as cisternas devem ser rebocadas por dentro com cuidado para que não haja rachaduras com o tempo, caso contrário a água some e elas se esvaziam, secam.

Cisternas armazenam água da chuva que mata a sede física. Assim, nossos corações também funcionam como ‘cisternas’ que retém águas espirituais; o coração também deve ser ‘rebocado’ para não sofrer rachaduras e perder as águas abundantes de gozo e satisfação vindas dos céus e ficar vazio.

O coração pode conter ‘cisternas’ que transbordam amor, sonhos, bondade, fé, justiça, paz, saúde, prosperidade. Elas são as águas espirituais da vida que vêm dos céus e são retidas no coração. Jesus é o ‘reboco’ verdadeiro que veda e impermeabiliza o coração para que ele não sofra rachaduras e tão pouco corra o risco de se esvaziar das coisas da criação…

Billy Graham, pregador batista norte-americano pregou que existe um grande vazio em cada coração e que só Jesus pode preencher essa abismal lacuna. Ele quis dizer que cedo ou tarde, a própria vida esvazia a ‘cisterna’ se não vigiarmos. Que pouco a pouco você percebe rachaduras no seu sistema de vida provocadas pela corrupção do mundo. Que as dúvidas aumentam, a indecisão surge e a depressão pesa no coração.

O profeta Jeremias em (Jeremias 2:12-17) lamenta que o povo de Israel tivesse abandonado as fontes de água que Deus providenciou e cavou seus próprios depósitos, que acabaram vazando. Substituíram a abundância que tinham no Senhor pela busca de satisfação ao imitarem os povos ao redor que cultuavam outros deuses e não obedeciam a voz do verdadeiro Deus. Mas as suas ‘cisternas’ racharam e secaram, deixando só materialismo e idolatria.

Em (João 4), podemos entender que tipo de água devemos reter em nossas ‘cisternas’, em nossos corações. Como ser humano, Jesus sofria fadiga e sede. Ele parou junto a um poço para descansar enquanto seus discípulos foram buscar comida. Quando uma mulher veio tirar água do poço, Jesus ofereceu-lhe a oportunidade de servir ao mais nobre homem da história do mundo. Nunca passou alguém igual através da cidade dela. Ele simplesmente pediu-lhe um pouco de água.

A mulher ficou surpresa com seu pedido. Ali estava um homem judeu que reconhecia que ela existia. Ela, uma humilde mulher samaritana que teria sido ignorada ou desprezada pela maioria dos homens judeus. Ela imediatamente reconheceu que havia algo diferente com esse viajante.

Em (João 4:9-26) Jesus pediu água, a mulher naturalmente pensou em água do poço. Ela tinha ido ao poço por causa de necessidade física, e não espiritual. Jesus imediatamente direcionou a conversa para assuntos espirituais. Se ela entendesse a dádiva de Deus e soubesse com quem estava falando, estaria ela buscando água espiritual, e não material. Mas essa mulher não estava usando a mesma linguagem. Ela não estava pensando em coisas espirituais.

Jesus não alterou o rumo. Podemos ser tentados a encontrar pessoas carnais em seu próprio terreno, mas Jesus manteve o rumo. Ele não chegaria ao coração dessa mulher através de seu estômago. Ele continuou usando a linguagem da vida espiritual: “Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna”  (João 4:13-14).

A mulher não entendeu. “Senhor, dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água” (João 4:15). O único tipo de sede que ela conhecia era a física, e a única água que ela tinha bebido na vida inteira vinha de um poço. Jesus ainda tinha que criar nela um desejo de reconhecer a sua mais profunda necessidade espiritual. Jesus encontrou sua aproximação recorrendo à vida pessoal dela: “Vai, chama seu marido e volte” (João 4:16).

Ela respondeu honestamente: “Não tenho marido”  (João 4:17). Até esse ponto, a conversa era interessante, mas a mulher ainda estava usando a linguagem deste mundo. As próximas palavras que saíram da boca de Jesus foram o momento decisivo da conversa, e na vida dela: ” O fato é que você já teve cinco; e o homem com quem agora vive não é seu marido. O que você acabou de dizer é verdade”  (João 4:17-18).

Façamos uma pausa, por apenas um momento para pensar no impacto dessas palavras nessa mulher. Jesus, um estranho total que parou por junto ao poço naquele dia, um homem judeu que poderia facilmente ter ignorado a própria existência dela, conhecia os pormenores da vida dela. Essa mulher representa bilhões de seres humanos vivos hoje em dia. Na pressa de cuidar das necessidades básicas de sua existência física, eles passam por Jesus sem mesmo entender sua língua. Poucos sabem que ele é o Senhor e Salvador que conhece as minúcias íntimas de suas vidas, e que oferece a água da vida eterna. Se você for um desses bilhões preocupados com as coisas materiais e a rotina da vida diária pare para ouvir cuidadosamente o homem que conversou com uma mulher samaritana naquele dia, em Sicar.

Para nós, Deus, receita que reboquemos nossas ‘cisternas’ rachadas. Hoje Deus quer encher nossas ‘cisternas’ com águas espirituais para que não tenhamos mais sede e que possamos gozar de uma vida em abundância com a certeza da salvação em Jesus Cristo.

Afinal, ‘cisternas’ rebocadas mantêm o coração cheio, não acha?  O amor de Deus jorra para nós o tempo todo. Assim, nunca vamos correr o risco de deixar de ser uma referência para nós mesmos.

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By Aucenir Gouveia

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Autor

Poeta, Filósofo, Político. Pós graduado em Administração Pública e Gestão Pública. Ex-Funcionário do BB, Ex-Vereador e atualmente Servidor Público. Gerente da Agência do Trabalhador [SINE] da SEJU/MTE do Governo do Estado do Paraná, na Cidade de Mandaguaçu.

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