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Nervoso, fiel afirma no hospital que sua religião é Jesus

Hoje é fato que discutir religião ou política é mais que complicado, é perigoso! Pois existem milhares de credos, cada um com seu jeito próprio de reverenciar uma divindade e de se posicionar no mundo, recebendo nomes diferentes e fiéis seguidores. Há seguidores que odeiam falar sobre sua crença, outros já dispostos para o assunto e outros mais remediados.

Presenciei um fato inusitado que ocorreu na sala de espera do pronto socorro de um hospital. Enquanto eu aguardava por uma consulta, observava a irritação de um jovem senhor que estava respondendo algumas perguntas, de uma atendente no momento do preenchimento de sua ficha cadastral, para internamento pré-operatório de uma apendicite. O clima foi arrebatado pela tensão seguida de uma discussão fervorosa que se acendeu quando a funcionária do hospital perguntou ao internando: “Qual a sua religião, senhor?”

hospital-internamento“Minha religião é Jesus, moça”, respondeu o paciente reservadamente que expressa sentir, visivelmente, fortes dores. Não meu senhor, o senhor é católico, crente, muçulmano, budista…? Voltou a insistir a moça.

O paciente se ofendeu, e explodiu por dentro soltando fogo pela boca: ‘Que interessa se sou isso ou aquilo, já disse que minha religião é Jesus, você não conhece? Isso é que importa senhorita, creio em Jesus Cristo meu salvador, filho de Deus, placa de igreja não me interessa, só existe um filho de Deus que é Jesus nazareno, essa é minha religião, porque vocês precisam saber? Por acaso eu iria ter algum privilégio se fosse de religião A ou B ou C…?

A atendente estalou os olhos, mudou de cor, pediu mil desculpas ao paciente. ‘Por favor, senhor, não precisa ficar nervoso, isso é ‘lei’ do hospital, tenha calma’, disse a moça com voz de temor.

Então, pus-me a perguntar, qual a importância em saber a religião daquele paciente? Será que a vida é menos importante que uma resposta que poderia ser mais bem esclarecida depois? Naquele momento, pensei na Parábola do Bom Samaritano contada no evangelho por Jesus no livro do profeta (Lucas 10:30-37).  Ainda que a parábola não tenha nexo causal com a passagem vivida pelo paciente e a atendente que, preocupada com a lei do hospital, deixou de demonstrar compaixão. A parábola de Jesus é uma bela explicação da lei de amor ao próximo, sem acepção de nação, partido nem outra distinção. Talvez, isso explica as imagens tristes, divulgadas pela imprensa escrita e televisionada, de pessoas enfermas, perecendo em filas de hospitais por falta de amor. Onde estão os ‘bons samaritanos’ no Brasil?

Acredito que a atendente, não no sentido do verbo da palavra, ‘pecou’. Preocupou-se mais com a ‘lei do hospital’ e não com o estado crítico do paciente que carecia de atendimento emergencial com sérios riscos de saúde.

Vejo, pois, que aquele senhor ao responder ‘Minha religião é Jesus’ ele deixou muito claro que era cristão… Sim, cristão independentemente sê Católico Apostólico Romano ou Católico Apostólico Protestante (crente, evangélico) da igreja A ou B ou C como ele próprio disse. O que se pode extrair nesta mensagem do paciente é que a ligação da fé à denominação de igreja não tem sentido ou importância nenhuma para ele, enquanto homem cristão, e o que verdadeiramente importa a ele é o elo ao Deus criador, o Deus de Abraão, de Isac, de Jacó pela fé e aceitação a Jesus.

Imaginem, pois, fosse também acrescida à ficha de internamento do hospital a seguinte pergunta: “Pra que time o senhor torce?”, acredito que certamente o paciente iria responder: ‘Meu time é Jesus, moça!’.

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By Aucenir Gouveia

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Autor

Poeta, Filósofo, Político. Pós graduado em Administração Pública e Gestão Pública. Ex-Funcionário do BB, Ex-Vereador e atualmente Servidor Público. Gerente da Agência do Trabalhador [SINE] da SEJU/MTE do Governo do Estado do Paraná, na Cidade de Mandaguaçu.

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Comentários (2)

  • Joana Diniz

    A atendente perguntou ao paciente a sua orientação religiosa por tratar-se de um procedimento padrão em hospitais. Faz-se isto para saber se o paciente é ou não uma Testemunha de Jeová. Para as Testemunhas de Jeová, é contra a sua religião a transfusão de sangue, entre outros procedimentos médicos. Logo, o hospital questiona o paciente justamente para respeitar o seu credo. Santa ignorância!

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  • Washington Marcusso

    Aposto que exista muitas pessoas, que também tem somente e unicamente e satisfatoriamente a Jesus como seu Salvador e Senhor, pois denominações e placas de igrejas não qualifica ou desqualifica uma pessoa. Acredito que ter Jesus como sua bússola já é o bastante!!!!!
    Marcusso de Sinop-MT

    Responder

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