You Are Here: Home » Cidadania & Saúde » O cidadão brasileiro só é cidadão no dia das eleições

O cidadão brasileiro só é cidadão no dia das eleições

A base de qualquer sociedade democrática se constrói a partir do respeito aos Poderes Constituídos, Executivo, Legislativo e Judiciário, poder esse que emana das instituições sociais básicas, dentre as quais a principal é a família, semente da moralidade e dos bons costumes.

É um ciclo que se renova constantemente, evoluindo na busca do bem comum.

O zelo pela aplicação das leis, basicamente via Constituição Federal, cabe aos Três Poderes como forma de viabilizar a evolução, o aprimoramento da sociedade dando ao cidadão garantias de vida e subsistência dentro dos parâmetros básicos praticados em todas as partes do mundo democrático.

Isto é o que se espera da classe política, todavia o Brasil prima pelo desvio desses objetivos, descaracterizando boa parte daqueles que detém um mandato político como verdadeiros representantes da vontade do voto, para jogá-los na “vala comum” do casuísmo, do jogo de interesses, do enriquecimento ilícito, da eterna “maracutaia”, dos “mensalões”, do dinheiro em cuecas, malas, meias e em qualquer outro lugar onde a criatividade os leve.

Exemplo clássico da atuação nociva da “politicalha” é o Código Penal Brasileiro.

Não é de hoje que a programação da TV aberta entra em nossas casas na voz de apresentadores mostrando a proliferação da criminalidade já banalizada e inserida no nosso dia a dia.

Via de regra “berram” pela reforma do Código Penal aplicando penas mais severas aos criminosos de toda a espécie, que a cada dia cumprem penas mais brandas, por mais hediondo que seja o crime, chegando ao cúmulo de saírem dos tribunais condenados, porém em liberdade e cuspindo na cara da sociedade.

O tempo passa, o caos avança e nada acontece.

Motivo?

Desinteresse dos Três Poderes, principalmente o Poder Legislativo, a quem cabe reformar o Código Penal.

O cidadão comum assiste indignado a situação, porém persiste no erro de se deixar enganar sempre pelos mesmos e a cada eleição renova os mandatos sem buscar os reais motivos, sem buscar quais interesses estão em jogo.

É necessário entender de uma vez por todas, que o Código Penal Brasileiro não muda por puro corporativismo.

Comecemos pela Constituição Federal.

Art 5º, inciso “I” “Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”.

Faltou acrescentar “exceto políticos”, com seu foro privilegiado, carta branca para cometer crimes de toda a espécie. Inadmissível em qualquer sociedade evoluída.

Um mandato político no Brasil não representa apenas o eleito em si, porque trás no rastro desse mandato a própria família, parentes, amigos, assessores, amigos dos amigos, enfim “a corte” de cada um.

E o protecionismo? O corporativismo?

Cada político protege sua corte e no geral todos se protegem.

Porque aprovariam um Código Penal mais severo? Para eles mesmos e sua “corte” serem condenados?

Enquanto se protegem entre si o cidadão segue a própria sorte enfrentando a criminalidade e a barbárie diariamente.

O cidadão brasileiro só é cidadão no dia das eleições, depois é vítima do seu próprio voto!

Leia também:

Fundos de Pensão no Brasil financiam o poder, diz Taunay

Carta de ex-funci ao Presidente do Banco do Brasil, denuncia injustiças no BB e na Previ

By Ary Taunay Filho

Print Friendly

Autor

Gaúcho, aposentado, natural de Guaíba. Ex-funcionário do Banco do Brasil, no período de 1977-1995. Atual Presidente da UPD – União dos Pedevistas e Demitidos do BB, em Porto Alegre (RS). Acesse: www.upd.net.br.

Number of Entries : 3

Comente

© 2013-2017 Site hospedado por:

Copy Protected by Chetans WP-Copyprotect.
Ir ao Topo