You Are Here: Home » Geral » Os três tipos de amor revelados por Deus

Os três tipos de amor revelados por Deus

tres-tipos-amoresO ser humano não precisa de amor, mas de amores. Precisa sim de três: Ágape, Philos e Eros, para que seja um ser  ‘quase’ completo. Completo como um ente único manifestando três aspectos do amor humano e divino que se complementam e são transferidos para os objetos desses amores, interagindo com outros entes também únicos.

O amor ÁGAPE

“Ágape” em grego significa “amor”. A palavra foi usada de maneiras diferentes por uma variedade de fontes contemporâneas e antigas, incluindo os escritores da Bíblia. Muitos pensaram que essa palavra representava o amor divino, incondicional, com auto-sacrifício ativo, pela vontade e pelo pensamento, embora esse amor Ágape também possa ser praticado por humanos, mas em grau bem inferior, obviamente, em função da imperfeição e limitações humanas. Esse é o amor fraternal e espiritual entre amigos, irmãos e irmãs, entre a família, entre casais e seus filhos (quando de fato existe o sentimento fraterno, e não uma mera convenção social de fachada). Ágape é o amor afetivo isento de conotações sexuais, isento de segundas intenções, isento de malícia e de interesses pessoais. Sendo Ágape o amor de afeição, é também amor de satisfação, pois uma fraternidade quer seja entre irmãos de sangue ou não, quer seja entre esposo e esposa, quer seja entre um núcleo familiar… Esse amor satisfaz porque é compartilhado e tem resposta entre todos aqueles que se reúnem para formar uma fraternidade de homens, mulheres e crianças.

Na Bíblia (Jesus) é um dos principais exemplos da manifestação de Ágape, vindo dos céus, do divino, expressando um amor perfeito, eterno e incondicional para a humanidade na Terra.

Veja que Jesus nos amou de todo o coração, mesmo sem nós O amar. Mesmo nós praticando coisas desagradáveis aos seus olhos, Ele continuou a nos amar esperando que um dia, eu e você o buscássemos de todo o coração e nos reconciliássemos com Ele, e fizéssemos a Vontade Dele. ‘Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo’ ( João 15:12).

O Amor Ágape considera uma pessoa valiosa e preciosa independentemente, da sua maneira de ser, daquilo que ela foi, é ou faz.

Conta-se de uma história que se passou durante a segunda Guerra Mundial. Aconteceu num Campo de Concentração “Nazi“, que um prisioneiro fugiu. Quando as autoridades descobriram, forçaram os companheiros da cela a confessarem como ele tinha fugido. Mas, como ninguém ousava falar, então o oficial mandou fuzilar metade daqueles prisioneiros. A lista foi feita, e entre os condenados estava um homem, que costumava maltratar os cristãos que estavam com ele na mesma cela.

No dia seguinte, levaram todos os prisioneiros a assistir. Exclamou o oficial: “Assim acontecerá, a todos aqueles que tentarem fugir deste Campo…”. Quando um destes cristãos que estava na mesma cela, o interrompeu dizendo: “Eu não fui condenado, mas se me é permitido, eu tomo o lugar daquele homem que sempre me criticou por eu ser crente…”.

Assim aconteceu há 2.000 anos. Jesus não era condenado, nem tão pouco prisioneiro. Ele era livre, mas nós estávamos condenados ao inferno. Ele tomou sobre si a nossa condenação e deu-nos a sua liberdade. Ele morreu em nosso lugar, desceu ao inferno no nosso lugar. Mas, ao ressuscitar Ele venceu o nosso opressor (o diabo). Hoje, todo aquele que recebe Jesus passa da condenação para a liberdade, da morte para a vida. Este é o Tipo de Amor de Deus. E nós somos criaturas de Deus feitas à sua imagem e semelhança e ainda não nos demos conta dessa verdade.

O amor é muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é arrogante, nem egoísta, nem tão pouco rude. O amor não exige que se faça o que ele quer. Não é irritadiço, nem melindroso. Não guarda rancor e dificilmente notará o mal que outros lhe fazem.

Nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa. Se você amar alguém, será leal para com ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele, sempre esperará o melhor dele, e sempre se manterá em sua defesa.

O amor FHILOS

Philos (ou phileo, de Philia ), amizade no grego moderno, um amor virtuoso desapaixonado, era um conceito desenvolvido por Aristóteles. Inclui a lealdade aos amigos, à família, e à comunidade, e requer a virtude, a igualdade e a familiaridade. Em certo sentido, é também o amor fraternal, manifestado por lealdade, igualdade e mútuo benefício, um amor de dedicação ao objeto amado. Contudo, Philos vai além dessas definições, e a “dedicação” desse amor pode chegar a ser mental, que é um nível abaixo do espiritual e acima do emocional. É o caso do amor pela sabedoria (o objeto amado), ou seja, a filosofia. Esta pode ser um meio de engrandecimento mental, intelectual e cultural, de busca pela verdade das coisas, bem como todo um modo de vida que se adota e que se ama profunda e conscientemente. Philos como amor, dedicação e apreciação, manifesta-se como inquietudes interiores que impulsionam o ser humano à busca da sabedoria que irá torná-lo maior, mais nobre, mais digno de ser amado e mais capaz de amar conscientemente. Manifesta-se também como prazer mental, intelectual e cultural, como prazer e sede por conhecimento e cultura útil, estimulante e construtiva. O benefício mútuo que existe em Philos é o benefício que se tem quando se vai adquirindo sabedoria ao longo da vida, pois quando se ama a sabedoria, ela própria nos devolve mais sabedoria em troca de dedicação e adoração.

Podemos contextualizar aqui o amor de mãe. Segundo a opinião de muitos, o amor de mãe é o amor humano mais puro, depois do amor de Deus. No entanto, pode antes ser também amor bastante egoísta contaminado pelo valor cultural, mental! Sem generalizar, mas hoje vimos manchetes em jornais e noticiários de TV, filhos sendo abandonados pela mãe, pais matando filhos. Um amor que está se vaporizando com intensidade dolorosa.

Mas ainda as mães protegem e decidem de tal modo à vida dos seus filhos, que mesmo que eles atinjam a maioridade continuam a serem os bebês da mãe quer tenham 5 meses, 5 anos ou 50 anos.Uma vez uma senhora pediu-me: ” Por favor, ore pelo meu bebê, coitado!“ ; Logo pensei num bebê de colo! Quando ela trouxe o dito bebê, ele tinha só 27 anos …

O amor de família É um amor mais profundo, mais compreensivo que o amor de laços de amizade que as pessoas experimentam.

Segue o mesmo foco, o amor entre casais. Constata-se o seguinte: enquanto namoravam o coração deles batia, batia … Depois que se casam: o coração ainda bate um bocado até que se habituam à ideia e deixa de bater. Passados uns anos, “se as meias estiverem fora do lugar ou se o almoço ou jantar não sai na hora certa”, parece que o amor voou, fugiu naquele dia. O marido já não trata a sua esposa com muitos beijinhos; a esposa já não parece muito contente. O que era tão íntimo passou a ser estranheza.

Muitas esposas quando estão zangadas com o marido dão-lhe o tratamento do silêncio. O marido por sua vez acaba se tornando cúmplice do silêncio, as perguntas diminuem, a distância aparece (o diálogo se acaba). Este tipo de amor chama-se FHILOS.

O amor EROS

Nosso terceiro amor, Eros, expressa o amor sexual, sensual, carnal, de atração física com a consumação do prazer, e manifesta o instinto de união e reprodução.

Hoje em dia, quando se fala de amor, logo se pensa em sexo. Isto se deve ao fato de, nos últimos anos, as telenovelas e os filmes retratarem o sexo como ” fazer amor “.

Bem, não há mal nenhum no sexo. Deus o criou para ser usado no contexto honesto entre o homem e a mulher através da união matrimonial. “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne” (Efésios 5:31).

“Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela” (Efésios 5:25). “Da mesma forma, os maridos devem amar cada um a sua mulher como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja” (Efésios 5:28-29).

Eros é o amor que evoca a beleza, o prazer pela beleza e a perigosa obsessão pelo objeto amado e pelo prazer que ele traz. Mas é também o amor essencial da Natureza, a força primitiva da procriação de tudo o que vive, o amor theriônico, bestial, de instinto sexual e de preservação da espécie. Eros deve unir-se com Ágape para gerar a beleza do amor romântico e sensual, a princípio, que evolui para o amor de reciprocidade e de desejo mútuo um pelo outro, fluindo em trocas de energias polarizadas entre o homem e a mulher. Tal troca de energias ocorre por meio do sexo, em determinado nível, e por meio das afinidades mentais e espirituais quando desenvolvido em amor completo (Àgape-Philos-Eros). Entretanto, Eros representa o amor mais perigoso dos três, pois traz prazer, e muita dor se não for devidamente administrado, assimilado e combinado com Ágape e também com Philos.

Mas devemos sim buscar o prazer, com o discernimento espiritualizado, pois é um direito da raça humana, um bem de todos aqueles que o merecem. Devemos buscar os prazeres sadios que nos enriquecem, que nos confortam, e que não degradam o espírito, a mente e o corpo, de maneira que nosso esforço para obtê-los não seja maior do que o seu desfrute. A obsessão e o vício doentios não são um prazer, mas dor que leva à própria destruição do ser como um todo, o que não contribui em nada para a evolução humana. Quando combinado com Ágape e Philos, o prazer erótico é essencial para a saúde do corpo e para a saúde do amor romântico (sem vulgarização), entre o homem e a mulher.

Nesse caso, para nascer uma união ideal ou (quase) perfeita, é preciso de:
– Eros (atração física e desejo);
– Philos (afinidade mental e cultural);
– Ágape (afinidade de ideais espirituais e de grau evolutivo).

Assim, se forma a unidade ternária do amor criativo e criador, a inspiração e o estímulo para a Senda da evolução.

Para concluir, fazendo uma outra analogia, no ser humano temos a cabeça (Philos), o coração (Ágape) e os genitais (Eros) unidos em um sistema cérebro-cardio-genital que deve funcionar em harmonia. O ser humano deveria se esforçar para unir em si esses três amores para que haja satisfação sadia em suas inter-relações, cada qual no lugar certo e na medida certa, evitando a degeneração em seus vícios opostos (paixonite grosseira, obsessão egoísta e depravação sexual). Tal corrupção dos três amores pode causar uma “perda da alma” e seu consequente sofrimento, como podemos facilmente observar ao redor do mundo com sua lastimável “civilização”.

Amar nessas três formas não é sofrer, mas sim atingir a paz interior imperturbável do espírito autoconsciente, do espírito sábio, desfrutando o prazer sadio e natural da alma, da mente e do corpo, tranquilamente. Assim, se a paz não estiver em nós, não estará para nós em nenhum lugar.

Leia também:

Só o amor poderá consertar o mundo

O amor liberta, nunca escraviza

Amor verdadeiro

Com informações Wikipédia, Bíblia e outros sites

Print Friendly

Autor

Poeta, Filósofo, Político. Pós graduado em Administração Pública e Gestão Pública. Ex-Funcionário do BB, Ex-Vereador e atualmente Servidor Público. Gerente da Agência do Trabalhador [SINE] da SEJU/MTE do Governo do Estado do Paraná, na Cidade de Mandaguaçu.

Number of Entries : 219

Comente

© 2013-2017 Site hospedado por:

Copy Protected by Chetans WP-Copyprotect.
Ir ao Topo