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Perdoar é um ato de amor

Não é difícil encontrar cristãos que se contradizem ao declarar: “tenho o coração duro, eu não perdoo ninguém” e ao mesmo tempo dizer que tem muita fé em Deus. Igualmente encontramos cristãos que manifestam perdão “da boca para fora” não com o coração. Costumo dizer que o coração do homem sangra mais por falta de perdão.

Sabemos que esse tipo de atitude não agrada aos olhos do Senhor, pois o perdão é uma forma de milagre que acontece em nosso interior que cura ferida, restaura a fonte da alegria e nos restitui a autoestima, ele faz parte de sua natureza amorosa e também é um mandamento aos que creem em Deus. (Mateus 18:21-22) “Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará o meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?; Jesus disse-lhe: Eu digo a você não até sete, mas até setenta vezes sete.”

Liberar perdão é como renovar seu passaporte para uma viagem celestial. Deus é amor e com amor, Deus, perdoa a todos aqueles que reconhecem seus erros, confessa-os e se arrependem por cometê-los.

Mas será que o todo poderoso, aquele que é o alfa e o ômega (Apocalipse 1:8), concede um perdão geral? Acredito que não, entendo que se faz necessário uma retratação sincera de ofensas, ou seja, um perdão para cada transgressão cometida, pois tais ofensas são como dívidas diante de Deus. Em (Mateus 6:12) “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.” Nota-se claramente o quanto Deus deseja perdoar.  Logo, se somos feito pelo criador à sua imagem e semelhança, devemos agir de conformidade com o coração de Deus. Você talvez tenha se perguntado por que Jesus acrescentou ao pedido de perdão divino que ele aconteça conforme nós perdoamos aos outros. Ele quis mostrar que não entendemos nada sobre o perdão quando pensamos que alguém não merece ser perdoado porque nos ofendeu ou nos causou mágoa.

Deus perdoa pela graça, sem que o mereçamos. Quem demonstra constantemente uma atitude perdoadora reflete o que Deus quis ensinar: perdoar por graça imerecida.

É na obediência a Deus que podemos desfrutar da vida eterna. A Bíblia nos ensina que o povo de Israel foi desobediente, mas não se arrependeu por isso pagaram um alto preço (Oséias 13). Era lógico que os sinais do castigo seguissem imediatamente. Porém a mensagem de Deus sempre é do amor que busca aquele que peca, aquele que comete erro, e com respeito a nossa liberdade Ele nos avisa que podemos ser perdoados se abandonarmos as más condutas (Jeremias 36:7). Contudo, Deus também adverte que nem todo pecado é passivo de perdão: “…mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: é culpado de pecado eterno.” (Marcos 3:29).

Sim, Deus é paciente, e elevou a sua paciência ao máximo, via de regra sem deixar de lado justa medida de que “o que o homem semear, isso também colherá” (Gálatas 6:7).

O perdão de Deus ao povo de Israel seria concedido na condição de demonstrar arrependimento por seus erros e voltar a adorar somente a Deus. “Adorar o Pai”, o povo de Israel era filho de Deus, o Seu primogênito (Êxodo 4:22); Os israelitas eram filhos do Senhor seu Deus (Deuteronômio 14:1).  Deus era um Pai para Israel e Efraim era o seu primogênito (Jeremias 31:9). Porém, nunca haviam adorado a Deus como Pai, pois “Ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11:27). Esse é um componente essencial da adoração cristã: conhecer a Deus e sua relação como Pai com o Seu povo, que O adora como tal.

Se você se lembrar de alguém que o ofendeu ou o magoou de alguma maneira, conceda-lhe o perdão. Obedeça ao ensino de Jesus: “Vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta” (Mateus 5:24). É justo desejar que aquele que errou peça perdão; Mas o ofendido sempre pode dar o primeiro passo para restaurar a paz; Assim se a paz não estiver em nós, não estará para nós em nenhum lugar.

Concluindo, deixo para reflexão uma das frases de Philip Yancey que diz: “Apenas a experiência de sermos perdoados capacita-nos a perdoar os outros.”.

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By Aucenir Gouveia

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Autor

Poeta, Filósofo, Político. Pós graduado em Administração Pública e Gestão Pública. Ex-Funcionário do BB, Ex-Vereador e atualmente Servidor Público. Gerente da Agência do Trabalhador [SINE] da SEJU/MTE do Governo do Estado do Paraná, na Cidade de Mandaguaçu.

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