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Prós e contra de ter um relacionamento afetivo moderno

Pare e pense por um instante: você já ouviu a frase de algum parente mais velho: “ah, no meu tempo não era assim”? Bem, isso é verdade. Basta olhar o seu círculo de amigos e perceber que os relacionamentos estão mais voláteis: há uma quantidade considerável de casais separados ou divorciados, cada vez mais homens e mulheres resolvem morar juntos em vez de oficializar um casamento, e o número de pessoas com quem os adolescentes se relacionam [mesmo que brevemente] é, sem dúvida, muito maior do que nos tempos dos nossos avós.

Imagem ilustrativa

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“Todo mundo quer se apaixonar e viver muitos anos ao lado de alguém de que goste, mas nem sempre é possível, como ocorria no passado. Pessoas que antes não se suportavam e ficavam juntas, hoje têm mais liberdade para sair de relacionamentos que lhe fazem mal”, explica o especialista Sandro Caramaschi, professor de psicologia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).

Desde o começo do século passado, várias mudanças sociais e religiosas influenciaram o modo como homens e mulheres viam os relacionamentos amorosos. O boom da liberdade sexual ocorreu com o Movimento Feminista e o surgimento da pílula anticoncepcional nos anos 1960. Esse método contraceptivo trouxe mais liberdade sexual para os casais que buscavam relações mais íntimas sem, contudo, se envolverem de modo permanente. “Como antes isso praticamente não existia e a sociedade era muito patriarcal e conservadora, as pessoas tinham relacionamentos mais confiáveis e duradouros”, explica Caramaschi.

Com os novos tempos [modernidade], mulheres que antes tinham dedicação exclusiva ao lar – isso implica marido e filhos – voltaram-se para o mercado de trabalho, tornando-se, muitas vezes, independentes financeiramente. “A mulher já não precisava mais ‘aturar’ um relacionamento conflituoso ou insatisfatório porque não dependia mais do marido”, aponta a psicóloga Lidia Weber, professora de relacionamentos amorosos da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Aos poucos, esse comportamento trouxe um “efeito colateral”, segundo Lidia. “Com o desenvolvimento do capitalismo, nosso mundo e nossas relações de consumo e afetuosas foram ficando cada vez mais descartáveis e efêmeras, o que também prejudicou namoros e casamentos.” Dessa maneira, ela acredita que as novas gerações aprenderam que quase tudo é substituível e que, por isso, não investem muito nos relacionamentos interpessoais.

Casada há 48 anos, a professora aposentada Ivone Toledo Cruz, de 75 anos, acha que a independência dos jovens é ótima para os dois lados, porém, ela é da opinião de que falta a eles um pouco de perseverança nas relações do dia a dia. “Casamento é uma questão de diálogo e respeito, de procurar resolver os problemas a dois. Os jovens já casam pensando que se não der certo é só eles se separarem.” E isso, para ela, causa solidão para muitos da nova geração. ” Um pouco de persistência e tolerância não fazem mal a ninguém”.

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Com informações do Portal Vital/Unilever e BondeNews

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Poeta, Filósofo, Político. Pós graduado em Administração Pública e Gestão Pública. Ex-Funcionário do BB, Ex-Vereador e atualmente Servidor Público. Gerente da Agência do Trabalhador [SINE] da SEJU/MTE do Governo do Estado do Paraná, na Cidade de Mandaguaçu.

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