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Somos o barro na mão do artista

Muitos homens escolhidos e experimentados por Deus realizaram caminhadas na terra e deixaram para a humanidade sinais e prodígios que jamais será apagado da história da humanidade. Discorrer sobre estes sinais me faz sentir o amor de Deus, e esse amor senão o estado de graça na sua mais bela forma de incorporação.

Como eu disse, muitos homens foram e são experimentados por Deus criador.  Vou mencionar um deles que me aproxima mais das belezas de nosso Deus criador ‘Adonai’.

O profeta Isaías, teria vivido entre 765 AC e 681 a.C.  Isaías, cujo nome significa “Jahveh ajuda” ou “Jahveh é auxílio” exerceu o seu ministério no reino de Judá, tendo se casado com uma esposa conhecida como a profetisa que foi mãe de dois filhos: Sear-Jasube e Maer-Salal-Hás-Baz.

Oleiro e o vaso

Oleiro e o vaso

O capítulo 6 do livro  de Isaías informa sobre o chamado dele para tornar-se profeta através de uma visão do trono de Deus no templo, acompanhado por serafins, em que um desses seres angelicais teria voado até ele trazendo brasas vivas do altar para purificar seus lábios a fim de purificá-lo de seu pecado. Então, depois disto, Isaías ouve uma voz de Deus determinando que levasse ao povo sua mensagem. Assim, Isaías  teve uma vida de experiências marcantes com o Senhor aqui na terra.

Ainda no capítulo 6 de seus escritos, podemos nos alimentar do maná espiritual descrito por uma revelação de Deus ao profeta, que provavelmente andava triste e desanimado com a situação de seu povo daquela época.

Sim, acredito que a visão de Deus e a conversa com ele serviram para preparar Isaías para os desafios que enfrentaria como profeta. Ele pôde perceber claramente a santidade de Deus, o pecado humano, a necessidade de purificação e disposição ao serviço.   Vejo que muitas nações nos dias de hoje estão vivendo um estado de tormento e guerras civis por falta de profetas ‘Isaías’.  Vejo que o povo de Judá se espalhou pelo mundo carregando consigo seus pecados e precisa de uma nova mensagem que certamente acontecerá com a volta de Jesus. Sim, nossos dias atuais não são diferentes do povo de Judá do tempo passado. Que meio ao luto pela morte de seu rei, Uzias, a nação de Judá estava na iminência de sérios conflitos com o Império Assírio. Isaías desejava, como nunca antes na vida, um tempo de paz. Mas para isso era preciso haver dedicação, esforço, disposição, paciência, coragem, amor e esperança.  Então, Isaías viu, assim imagino, olhando para os céus e observando o navegar das nuvens e o gracejo do sol do meio dia que para viver em paz é necessário admitir e querer ser moldado por Deus [deixar que Ele trabalhe em nossa vida].

“Contudo, Senhor, tu és o nosso Pai. Nós somos o barro; tu és o oleiro. Todos nós somos obra das tuas mãos.” (Isaías 64:8). Mas dentre todas as experiências de Isaías, quero me focar nessa que está diretamente ligada à planificação da criação divina do homem. Nesse texto, o profeta tem outra experiência maravilhosa com Deus.

Deus na sua sublime maneira de usar o homem revela o trabalho do oleiro. Nesse momento uso minha imaginação e me vejo sendo extraído do barro pelas mãos de Deus e recebendo o fôlego de vida. Não há como explicar, o plano original é do todo poderoso onisciente, onipotente e onipresente.

Mas sei que nós, criaturas suas, somos a matéria-prima, somos o barro.  E Deus é o Soberano Artista que nos cria e molda conforme a sua vontade, com o propósito de despertar entre nós a paz e servi-lo com dedicação e santidade. Abro um parêntese aqui e digo: “Bem aventurado seja o varão que reduzido ao pó, prostrar-se e reconhecer que é barro e que precisa ser refeito e receber um novo fôlego de vida.”.

Enfim, somos barro, o elemento básico que compõe o corpo humano. Deus molda a nossa vida assim como o oleiro molda o barro, a fim de chegar à sua obra de arte. Mas para tanto, para se tornar um vaso de valor, o barro precisa ser modificado, esmagado, apertado, perder alguns pedaços, assumir uma forma definida e, finalmente, ser levado ao fogo.  O fogo da fé viva às brasas da purificação.

Esse processo pode ser em alguns momentos, doloroso e quase insuportável. Mas é preciso saber que a dor não se faz presente pelo fato de Deus ser malvado ou vingativo, mas porque a nossa justiça própria sempre nos desvia do correto e eficaz caminho apresentado pela Palavra de Deus.

Ser moldado, ainda que signifique sofrimento, seguramente o seu efeito é gratificante e abençoador. Quero, pois, ao finalizar o texto, deixar uma mensagem para reflexão:

“O que está escrito pelas mãos de Deus é imutável. Somente a obediência aos seus ensinamentos nos fará sentir a verdadeira paz que há do outro lado da ponte que precisamos atravessar para ter vida eterna.”.

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By Aucenir Gouveia

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Autor

Poeta, Filósofo, Político. Pós graduado em Administração Pública e Gestão Pública. Ex-Funcionário do BB, Ex-Vereador e atualmente Servidor Público. Gerente da Agência do Trabalhador [SINE] da SEJU/MTE do Governo do Estado do Paraná, na Cidade de Mandaguaçu.

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